Poema | Areia

Areia Fui esquecido. Culpo meu eu de areia, Culpo a galhardia vã, Culpo a liberdade traiçoeira. A poeira do sentir-se-só Varro eu só, sozinho. Pro tapete, escondido, Pois, sim, fui esquecido. O tempo que desfez, sem piedade, O que fiz por outrem, Há de acumular em ninguém Saudade. L.E. Farias Anúncios

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Fantasy | One

One They were, indeed, the most special and unique birth. He as the mountains, sands, winds and trees, She as the flames, thunders, waters and pure heat, They are tornadoes, majestic storms and scorched earth. They can be whatever they want to be, whatever their desire is. She, dressing him in purple roses and dark […]

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Jazzístico Eu

Jazzístico Eu Ah, nada como uma noite perfeitamente aconchegante após um último dia de angústias! Esses clássicos de jazz tocando na vitrola, esse sofá que me abraça e me acalenta, a lareira que esquenta, o Calamares meio seco que me banha o palato, meu livro de contos favorito… ora, certamente que não há nada mais […]

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Paridores De Mundos

Possivelmente por um espectro da partição mór que em mim reside, chego a tossir, quando estou sozinho encarando o teto sobre meu travesseiro, os dizeres que aqui serão escritos, tamanha a vontade que sinto de compartilhá-los com outros pensantes, curiosos e aspirantes a investigadores das entrelinhas da imaginação. Ultimamente, demasiada tem sido a frequência com […]

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Poema | Confissão De Um Antigo

Veja bem, rapaz, eu que não me permiti. Adentro de minha derme calejada por vozes, Sou caos, pedra fria que descansa sobre cacos, Sou o calor de outrem e o amargo frio de si. A superestimada vida envelheceu-me a nervura Que outrora sustentara as explosões de meu coração. Pus-me a ponderar sobre convites sedutores do […]

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Poema | Enfim, Luz

Enfim, Luz Então, este é o desenho, A faceta, o retrato vívido, Do verdadeiro rosto que me cabe, Daquilo que jamais negará me mover. Trancafiado no escuro, no vácuo, Enforcado com o niilismo que maltrata, A agonia que me faz debater-me no chão Desvanesce e me aquieta ante epifania. Do solo condenado ao céu mentiroso, […]

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Poema | O Algoz Ordinário

O Algoz Ordinário Sombras que me suprimem o tino Se fazem claras para mim à noite, Pois por horas a fio me enlouquecem, Mas ao pôr do sol, cessam o açoite. Rugas de infortúnios diários, Tais quais a rotina por si só, Maltratam de maneira ímpar A conturbada casa de minhas ideias. O que me […]

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