Meu Direito Mais Cinza

Meu Direito Mais Cinza.

Indago-me sobre a necessidade de estar feliz,
Sobre a necessidade do esforço para escapar
Do conforto gélido da tristeza mais pálida.
Ora, há problema em querer estar triste? 

Me afaga a criatura mórbida da melancolia,
Fazendo-me conseguir questionar a respeito
Da finalidade de estar bem comigo mesmo.
E se eu simplesmente não quiser ser feliz?

O calor azul da lágrima que banha minha olheira
Me aquece o sentimento astuto de absorver vida.
Me aquece o sentimento que, em muitos felizes, morreu.

Carregamos o fardo de nos sentir bem. E, como alívio,
Temos a capacidade de ignorar nossa insignificância.
Já eu escolho ignorar essa valência parasita.

L. E. Farias

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