Trança Meus Cabelos

Trança meus cabelos

Preciso dormir, mas são seis horas e vinte e sete minutos da manhã e escrevo poesia.
Esta noite, deitei-me e esparramei minhas madeixas em meu travesseiro, de modo que ficassem aparentemente tão agitadas quanto minhas emoções por você. Esta noite, senti tanta vontade sua que teu cheiro me tomou os sentidos assim que fechei meus não tão sonolentos olhos. O resquício do teu sabor em mim me inquietou.
Esta madrugada, pude jurar que via teus dedos passando por entre meus cachos, numa carícia plenamente abarrotada de desejo. Trança meus cabelos, pois minhas vontades e minhas lembranças de você emaranharam minhas ideias. Esta madrugada, imenso foi o arrependimento que senti por ter te dado tchau. Quero tanto você aqui. Ora, admito, sempre quis.
Alvoreceu, mas o canto dos pássaros me fez perceber que ainda é madrugada. Estranho, mas percebo que pode ser a hora do dia que for, mas ainda será essa mesma madrugada, pois tudo que senti, sinto. Tudo vem à tona e me preenche, somente por pensar no toque das pontas dos teus dedos em meus lábios. Quando me percebo nesse estado, só me resta escrever em papel qualquer algo que sinto que você não vai ler.
Preciso dormir, mas quero me dar-te.

L. E. Farias

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