Poema | Enfim, Luz

Enfim, Luz

Então, este é o desenho,

A faceta, o retrato vívido,

Do verdadeiro rosto que me cabe,

Daquilo que jamais negará me mover.


Trancafiado no escuro, no vácuo,

Enforcado com o niilismo que maltrata,

A agonia que me faz debater-me no chão

Desvanesce e me aquieta ante epifania.


Do solo condenado ao céu mentiroso,

Inda há último suspiro de valência.

Ergo-me, reconhecendo a insanidade

Como o legítimo remédio da existência.


L.E. Farias

(Na imagem em destaque, o próprio autor).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s